5 regras para o Natal. Ou então esquecê-las e beber… o que nos dá mesmo prazer! Feliz Natal!
Obrigado America. Ou aquela viagem que termina sempre com vontade de regressar!
Diário de um winemaker nos States. I just love America!
Diário da Vindima (V). O texto final só podia ser dedicado a esta gente!
Diário da Vindima (IV). Sim, a vindima perfeita ainda está por acontecer!
Diário da Vindima (III). Um aniversário no paraíso do Douro
Diário da Vindima (II). Quando Sir Winston Churchill se junta à festa…
Diário da Vindima (I). Quatro adegas e 367 Km para começar a semana…
Vida de enólogo? Não é só copos… Mas não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!
AdegaMãe
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Cheguei à AdegaMãe ainda não tinha sido lançada a primeira pedra. Havia uma quinta e uma vinha, mas todo o projecto produtivo e de enoturismo estava para ser desenhado de raiz pelos arquitectos Pedro Mateus e David Baptista, com os inputs dados pela família, em especial pelo Bernardo Alves (que fez uma prospecção de adegas por algumas das mais reputadas regiões mundiais), e por nós. Mais uma vez, o Anselmo Mendes e eu.
Eu ficaria como enólogo, o Anselmo como consultor. Foi assim que arrancou o nosso envolvimento na AdegaMãe, um projecto lançado pela família fundadora da empresa portuguesa líder no sector do bacalhau, a Riberalves, que creio ser um dos melhores exemplos entre os mais recentes investimentos no sector do vinho em Portugal.

Tudo foi pensado ao pormenor, desde a fase de construção. Houve um objectivo claro de optimizar a eficiência da parte produtiva em sintonia com o enoturismo. Um lado não podia prejudicar o outro. E a verdade é que desenvolvemos excelentes condições para a produção de vinho numa adega que, ao mesmo tempo, é referência pela arquitectura e presença frequente nas listas dos melhores enoturismos do país.
O primeiro vinho nasceu em 2010. Num projecto muito apegado à região – a família fundadora da Riberalves é natural desta zona do concelho de Torres Vedras – creio que a nota identitária anda muito à volta do que é genuíno e local, procurando contribuir para valorizar o Oeste, e a Região de vinhos de Lisboa, com aquilo que conseguimos alcançar de mais característico.

O Anselmo também sempre me inspirou neste caminho, de procurar os vinhos que se diferenciam pela expressão verdadeira dos locais onde nascem. Começámos por pegar nas melhores castas nacionais e internacionais, estudámos a sua adaptabilidade, e deixámos que evoluíssem e expressassem a mineralidade dos solos e a influência climática atlântica, tão única e tão especial nas vinhas AdegaMãe, plantadas a apenas 7 Kms do oceano. Naturalmente fomos evoluindo a nossa gama de vinhos, sempre numa linha de grande equilíbrio e frescura, uma frescura atlântica que inspirou a nossa assinatura: AdegaMãe, Atlantic Wines.

O projecto é ainda recente, mas a pujança do grupo suportou todo um trabalho que nos levou a ser destacados como Empresa do Ano e a conquistar os mais diversos prémios, nomeadamente um Prémio Excelência para o nosso vinho topo-de-gama, o AdegaMãe Terroir 2013, o primeiro Prémio Excelência alguma vez atribuído a um branco da Região de Lisboa.
ps: AdegaMãe porque é uma homenagem dos homens da família Alves à matriarca, a dona Manuela, e uma evocação ao espaço de criação que é a própria adega.
ps1: A principal marca – os vinhos Dory – é inspirada nas pequenas embarcações que os pescadores portugueses utilizavam na pesca do bacalhau, os dóris.
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Cazas Novas
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Tudo nasce em torno de um impressionante solar do séc. XVII, carregado de história e de tradição. E é por ali, em Santa Marina do Zêzere, que está a Quinta de Guimarães, o berço do vinho Cazas Novas, um projecto a três que me envolve a mim, ao meu grande amigo Vasco Magalhães (especialista na área comercial) e ao responsável por isto tudo: Carlos Coutinho.
Foi o Carlos Coutinho, 7ª geração na família proprietária da Quinta de Guimarães, que em 2010 nos desafiou a dar um novo impulso aos vinhos ali produzidos. E assim nasceu o projecto e o Cazas Novas, um Vinho Verde feito maioritariamente de Avesso, a casta dominante da Quinta de Guimarães.

A região é muito especial, está precisamente localizada na zona de transição entre a Região dos Vinhos Verdes e o Douro, e isso é para nós um factor muito interessante: temos aquela acidez que nos assegura a frescura emblemática dos Vinhos Verdes, mas estamos num local mais quente, que permite outras maturações e confere ao vinho um perfil mais aberto, com outro tipo de boca. A própria especificidade do Avesso – uma das mais originais castas nacionais – e os solos graníticos ajudam a explicar a originalidade da preciosidade que engarrafamos, um vinho profundamente mineral, com notas de pêssego branco e grande acidez.

Creio não ser por acaso que estamos presentes essencialmente em mercados internacionais, onde existe outra disponibilidade para um vinho com este perfil e interesse, ou em cartas de restaurantes com estrelas Michelin, que procuram opções sempre diferenciadoras. Sendo um projecto muito pequeno, de cerca de 20.000 garrafas/ano, é igualmente muito gratificante: nestas coisas da enologia, é sempre um prazer ter a oportunidade trabalhar condições de tamanha originalidade e carácter.
Couteiro-Mor
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Este é o meu primeiro projecto enquanto consultor de enologia. Há, portanto, aqui uma ligação sentimental muito forte, por ser uma das primeiras casas a acreditar em mim e no meu trabalho, mesmo quando iniciámos a aventura, em 2010, estava eu numa fase muito inicial da minha carreira.
Quando falamos de Couteiro-Mor, está em causa um produtor clássico do Alentejo, que começou a engarrafar vinhos no início dos anos 90, apontando desde logo a um posicionamento muito interessante, procurando produzir vinhos muito directos, de qualidade, que facilmente se tornariam uma referência no mercado.
A tarefa herdada não era pequena. É nesta casa, por exemplo, que está a vinha da Granja, uma das vinhas referência do Alentejo, onde são colhidas as uvas que dão origem ao famoso Vale de Ancho, um dos tintos de maior distinção em Portugal, que chegou a conquistar dois Prémios Excelência. São cerca de 40 hectares de vinha não regada, numa impressionante encosta xistosa do concelho de Montemor-o-Novo, terreno sequeiro que transmite um carácter único ao vinho.
Com as restantes herdades – Menir, Guião, Campo Frio e Herdade do Raimundo – somamos mais de 100 hectares de vinha que rondam uma produção de 1 milhão de Kg por ano. É esta a dimensão de um projecto que procura honrar o nome construído desde as primeiras vindimas, quando o Sr. Gabriel Francisco Dias começou a colher e a vender para fora as primeiras uvas, e depois a fazer os próprios vinhos.
Em 2012, o projecto seria adquirido pela família Barão Rodrigues, capaz de implementar uma nova dinâmica de investimentos não apenas na parte produtiva, mas igualmente a nível comercial.

