Projeto

Morais Rocha Wines

Morais Rocha Wines

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Há pessoas muitos especiais, de personalidade vincada, que nos marcam imediatamente pelo seu carácter. Conheci o José Morais Rocha em 2010, através de um amigo comum, e rapidamente criámos empatia. É muito fácil gostar do José, uma figura, um orgulhoso alentejano, apegado à terra, mesmo apesar de a carreira profissional, na gestão de empresas, o ter desviado para Lisboa.

 

Morais Rocha Wines

 

Pois o José dizia-me que tinha uma “adeguita” lá para a Vidigueira, terra da família onde fazia umas “zurrapas”, e um dia desafiou-me a lá dar um salto para uma narigada, que é como quem diz uma vista de olhos. E eu, claro, lá fui entusiasmado, porque toda a gente sabe o que vale o Alentejo, em particular aquela sub-região da Vidigueira, que tem condições e nome tão especial!

A visita só podia correr bem. O projeto estava na justa dimensão para aquilo a que se propunha: procurar ser diferenciador, fazendo vinhos genuinamente alentejanos mas com um toque de modernidade que lhes desse Mundo. Até as vinhas estavam plantadas de forma muito interessante, com as castas tradicionais como o Antão Vaz, o Verdelho, o Arinto, o Aragonez e a Trincadeira e ainda as internacionais Syrah e Cabernet Sauvignon, que asseguravam excelente potencial. Começámos logo a trabalhar e foi nesse mesmo ano de 2010 que iniciei apoio técnico ao projecto.

 

Morais Rocha Wines

 

Lançado na vida por Lisboa e pelo Mundo, o José teve a felicidade de contar, a partir de 2014, com o precioso apoio da sua filha, a Ana Rocha, também ela uma apaixonada pela Vidigueira, que assumiu então o comando das operações, imprimindo aquele entusiasmo todo que a define, até, como pessoa.

Quem conhece a Ana sabe que as coisas são para se fazer. Surgiram novas ideias, no marketing, na comunicação, na imagem e nos eventos, entrámos igualmente numa fase de redefinição da gama de vinhos, onde se destaca desde já o grande tinto que é o Morais Rocha Reserva, e assim encaramos o futuro com optimismo ainda maior, porque temos a matéria-prima e as pessoas ideais.

 

Morais Rocha Wines

Acredito muito nas condições especiais da Vidigueira. Os brancos que ali nascem são talvez os melhores que se fazem a Sul de Portugal, muito devido ao extraordinário comportamento que a casta Antão Vaz por ali tem. Os tintos, por outro lado, são um misto de potência e elegância, o que nem sempre é fácil de conciliar. Em breve teremos mais novidades vindas da Vidigueira. Fiquem atentos!