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Projeto

AdegaMãe

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Cheguei à AdegaMãe ainda não tinha sido lançada a primeira pedra. Havia uma quinta e uma vinha, mas todo o projecto produtivo e de enoturismo estava para ser desenhado de raiz pelos arquitectos Pedro Mateus e David Baptista, com os inputs dados pela família, em especial pelo Bernardo Alves (que fez uma prospecção de adegas por algumas das mais reputadas regiões mundiais), e por nós. Mais uma vez, o Anselmo Mendes e eu.

Eu ficaria como enólogo, o Anselmo como consultor. Foi assim que arrancou o nosso envolvimento na  AdegaMãe, um projecto lançado pela família fundadora da empresa portuguesa líder no sector do bacalhau, a Riberalves, que creio ser um dos melhores exemplos entre os mais recentes investimentos no sector do vinho em Portugal.

 

AdegaMae

 

Tudo foi pensado ao pormenor, desde a fase de construção. Houve um objectivo claro de optimizar a eficiência da parte produtiva em sintonia com o enoturismo. Um lado não podia prejudicar o outro. E a verdade é que desenvolvemos excelentes condições para a produção de vinho numa adega que, ao mesmo tempo, é referência pela arquitectura e presença frequente nas listas dos melhores enoturismos do país.

O primeiro vinho nasceu em 2010. Num projecto muito apegado à região – a família fundadora da Riberalves é natural desta zona do concelho de Torres Vedras –  creio que a nota identitária anda muito à volta do que é genuíno e local, procurando contribuir para valorizar o Oeste, e a Região de vinhos de Lisboa, com aquilo que conseguimos alcançar de mais característico.

 

AdegaMae

 

O Anselmo também sempre me inspirou neste caminho, de procurar os vinhos que se diferenciam pela expressão verdadeira dos locais onde nascem. Começámos por pegar nas melhores castas nacionais e internacionais, estudámos a sua adaptabilidade, e deixámos que evoluíssem e expressassem a mineralidade dos solos e a influência climática atlântica, tão única e tão especial nas vinhas AdegaMãe, plantadas a apenas 7 Kms do oceano. Naturalmente fomos evoluindo a nossa gama de vinhos, sempre numa linha de grande equilíbrio e frescura, uma frescura atlântica que inspirou a nossa assinatura: AdegaMãe, Atlantic Wines.

 

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O projecto é ainda recente, mas a pujança do grupo suportou todo um trabalho que nos levou a ser destacados como Empresa do Ano e a conquistar os mais diversos prémios, nomeadamente um Prémio Excelência para o nosso vinho topo-de-gama, o AdegaMãe Terroir 2013, o primeiro Prémio Excelência alguma vez atribuído a um branco da Região de Lisboa.

ps: AdegaMãe porque é uma homenagem dos homens da família Alves à matriarca, a dona Manuela, e uma evocação ao espaço de criação que é a própria adega.

ps1: A principal marca – os vinhos Dory – é inspirada nas pequenas embarcações que os pescadores portugueses utilizavam na pesca do bacalhau, os dóris.

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Projeto

Cazas Novas

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Tudo nasce em torno de um impressionante solar do séc. XVII, carregado de história e de tradição. E é por ali, em Santa Marina do Zêzere, que está a Quinta de Guimarães, o berço do vinho Cazas Novas, um projecto a três que me envolve a mim, ao meu grande amigo Vasco Magalhães (especialista na área comercial) e ao responsável por isto tudo: Carlos Coutinho.

Foi o Carlos Coutinho, 7ª geração na família proprietária da Quinta de Guimarães, que em 2010 nos desafiou a dar um novo impulso aos vinhos ali produzidos. E assim nasceu o projecto e o Cazas Novas, um Vinho Verde feito maioritariamente de Avesso, a casta dominante da Quinta de Guimarães.

 

 

A região é muito especial, está precisamente localizada na zona de transição entre a Região dos Vinhos Verdes e o Douro, e isso é para nós um factor muito interessante: temos aquela acidez que nos assegura a frescura emblemática dos Vinhos Verdes, mas estamos num local mais quente, que permite outras maturações e confere ao vinho um perfil mais aberto, com outro tipo de boca. A própria especificidade do Avesso – uma das mais originais castas nacionais – e os solos graníticos ajudam a explicar a originalidade da preciosidade que engarrafamos, um vinho profundamente mineral, com notas de pêssego branco e grande acidez.

 

Cazas Novas

 

Creio não ser por acaso que estamos presentes essencialmente em mercados internacionais, onde existe outra disponibilidade para um vinho com este perfil e interesse, ou em cartas de restaurantes com estrelas Michelin, que procuram opções sempre diferenciadoras. Sendo um projecto muito pequeno, de cerca de 20.000 garrafas/ano, é igualmente muito gratificante: nestas coisas da enologia, é sempre um prazer ter a oportunidade trabalhar condições de tamanha originalidade e carácter.

 

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