Projeto

Cazas Novas

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Tudo nasce em torno de um impressionante solar do séc. XVII, carregado de história e de tradição. E é por ali, em Santa Marina do Zêzere, que está a Quinta de Guimarães, o berço do vinho Cazas Novas, um projecto a três que me envolve a mim, ao meu grande amigo Vasco Magalhães (especialista na área comercial) e ao responsável por isto tudo: Carlos Coutinho.

Foi o Carlos Coutinho, 7ª geração na família proprietária da Quinta de Guimarães, que em 2010 nos desafiou a dar um novo impulso aos vinhos ali produzidos. E assim nasceu o projecto e o Cazas Novas, um Vinho Verde feito maioritariamente de Avesso, a casta dominante da Quinta de Guimarães.

 

 

A região é muito especial, está precisamente localizada na zona de transição entre a Região dos Vinhos Verdes e o Douro, e isso é para nós um factor muito interessante: temos aquela acidez que nos assegura a frescura emblemática dos Vinhos Verdes, mas estamos num local mais quente, que permite outras maturações e confere ao vinho um perfil mais aberto, com outro tipo de boca. A própria especificidade do Avesso – uma das mais originais castas nacionais – e os solos graníticos ajudam a explicar a originalidade da preciosidade que engarrafamos, um vinho profundamente mineral, com notas de pêssego branco e grande acidez.

 

Cazas Novas

 

Creio não ser por acaso que estamos presentes essencialmente em mercados internacionais, onde existe outra disponibilidade para um vinho com este perfil e interesse, ou em cartas de restaurantes com estrelas Michelin, que procuram opções sempre diferenciadoras. Sendo um projecto muito pequeno, de cerca de 20.000 garrafas/ano, é igualmente muito gratificante: nestas coisas da enologia, é sempre um prazer ter a oportunidade trabalhar condições de tamanha originalidade e carácter.

 

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